Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar
Lava-a de crimes espantos
de roubos fome e terror
lava a cidade de quantos
do ódio fingem amor
Leva nas águas as grades
de aço e silêncio forjadas
deixa soltar-se a verdade
das bocas amordaçadas
Lava bancos e empresas
dos comedores de dinheiro
que dos salários de tristeza
arrecadam lucro inteiro
Lava palácios vivendas
casebres bairros de lata
leva negócios e rendas
que a uns farta e outros mata
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar
Lava-a de crimes espantos
de roubos fome e terror
lava a cidade de quantos
do ódio fingem amor
Leva nas águas as grades
de aço e silêncio forjadas
deixa soltar-se a verdade
das bocas amordaçadas
Lava bancos e empresas
dos comedores de dinheiro
que dos salários de tristeza
arrecadam lucro inteiro
Lava palácios vivendas
casebres bairros de lata
leva negócios e rendas
que a uns farta e outros mata
Uma dolorosa realidade que ainda hoje se mantem. Até quando?
Um comentário:
Camarada Manuel da Fonseca o poeta e escritor de S. Tiago do Cacém.
Um nosso que já não está entre nós!
abraço
José Manangão
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