quinta-feira, 29 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

... não resisto...

os versos do Manuel da Fonseca e cantados pela voz doce, meiga, apaixonada, forte, revoltada, esperançada... a voz do Adriano Correia de Oliveira.

Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar

Lava-a de crimes espantos
de roubos fome e terror
lava a cidade de quantos
do ódio fingem amor

Leva nas águas as grades
de aço e silêncio forjadas
deixa soltar-se a verdade
das bocas amordaçadas
Lava bancos e empresas
dos comedores de dinheiro
que dos salários de tristeza
arrecadam lucro inteiro

Lava palácios vivendas
casebres bairros de lata
leva negócios e rendas
que a uns farta e outros mata


Uma dolorosa realidade que ainda hoje se mantem. Até quando?

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Sinto-me assim...


"Tudo me parece já tão longe e tão reduzido! Como o tempo passa...ou por outra, como nós o deixamos gastar-se, tornar-se delgado e sem conteúdo!"

Irene Lisboa, em Solidão




Fotografia: algures na internet